Especialistas discutem o futuro da saúde

‘Bom dia, família!’: brasileiros dormem e acordam no WhatsApp
9 de outubro de 2019
Por que Preta Gil deu ‘parabéns’ no post da morte do filho de Lucas Lucco?
10 de outubro de 2019

Ao nascer em 2019, uma criança brasileira tem expectativa de vida que varia entre 73 anos, para homens, e 80, para mulheres, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).¹ E a tendência é que esses números não parem de crescer. Mas como garantir que também serão anos melhores e mais saudáveis? Como garantir que os idosos do futuro viverão com qualidade? E mais: como fazer a gestão da saúde para que o sistema comporte os gastos e demandas cada vez maiores?

O evento HealthCare 2020: A Democratização do Bem-Estar, organizado pela Johnson & Johnson Medical Devices, reuniu cirurgiões, gestores hospitalares, planos de saúde, associações de indústria, healthtechs, sociedades médicas e entidades do governo em âmbito nacional e internacional justamente para discutir os caminhos da medicina na próxima década, com foco em como a tecnologia e a inovação podem transformar o sistema de saúde, principalmente no que se refere às cirurgias – uma das áreas de maior oportunidade para a virada digital e sustentável do setor. 

Se viajarmos no tempo, há evidências de procedimentos cirúrgicos desde a Pré-História, passando por registros pintados em tumbas egípcias e ilustrações da Roma Antiga. O avanço da medicina proporcionou a tentativa do até então inimaginável manejo de órgãos vitais e, em 1960, o americano Denton Cooley fez história ao transplantar o primeiro coração artificial em uma cirurgia bem-sucedida, se tornando um marco no mundo. O futuro havia chegado e nada mais parecia impossível.

Hoje, discute-se a cirurgia digital – uma plataforma que conta com console de robótica integrado a Inteligência Artificial e Big Data e permite que o cirurgião conecte-se com colegas do mundo todo durante um procedimento – como uma prática que está a poucos passos de se tornar trivial no cotidiano médico. 

“A Johnson & Johnson acompanha a evolução da cirurgia desde sua fundação, em 1886. Nosso primeiro produto foi uma compressa estéril pronta para o uso, lançada em uma época em que se questionava se era mesmo necessário que o médico lavasse as mãos. Agora, isso é uma coisa básica, incorporada em qualquer procedimento há muito tempo. Daqui a alguns anos, a cirurgia digital será a principal forma de operar e talvez nem nos lembremos de como era antes”, contou Adriano Caldas, presidente da Johnson & Johnson Medical Devices Brasil.

Presença mais do que especial

Quem vai ajudar a empresa a fazer parte de mais uma importante transição na medicina é o próprio pai da cirurgia robótica. Com quase 40 anos de carreira e brilho no olhar de quem quer fazer acontecer, Frederic Moll acredita que a tecnologia no campo médico está só no começo. “Se você olhar a robótica hoje, ela não é tão inteligente. Na medicina, ela é treinada para repetir os movimentos realizados fora do corpo, mas não tem habilidade de sentir e entender o ambiente ou capacidade de tomar decisões cirúrgicas”, disse.

O renomado desenvolvedor e empresário de dispositivos médicos carrega um currículo extenso, que inclui estudos nas universidades de Stanford e Berkeley, além de passagem pelo Vale do Silício. Desde abril, também faz parte do time Johnson & Johnson Medical Devices como líder de desenvolvimento global. Moll ingressou na JJMD quando a Auris Health, fundada em 2007, foi adquirida pela multinacional, em abril de 2019. 

A parceria tem como principal objetivo avançar nas áreas de diagnóstico e tratamento do câncer de pulmão e outras especialidades cirúrgicas com a ajuda de robôs endoscópicos que entram no organismo pelos orifícios naturais e conseguem chegar aos órgãos e navegar por eles, inclusive nas partes mais estreitas, identificando lesões, auxiliando no diagnóstico e, posteriormente, sendo capazes de dissecar tumores e injetar o tratamento de maneira assertiva e minimamente invasiva. 

De acordo com dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca), o câncer de pulmão é o segundo mais comum em homens e mulheres no Brasil. É o primeiro em todo o mundo desde 1985, tanto em incidência quanto em mortalidade. Cerca de 13% de todos os casos novos de câncer são de pulmão.² Para Moll, esse cenário tem muito a ver com o difícil diagnóstico da doença. “A tecnologia existente para esse tipo de caso é ineficiente. Não raramente há falha na descoberta de tumores, atrasando o diagnóstico e o tratamento e reduzindo as chances de cura.”

A decisão de Moll em se unir à divisão de dispositivos médicos da Johnson & Johnson visa justamente a chance de tornar possível um avanço mais rápido, efetivo e acessível. Ele viajou a São Paulo para falar sobre o tema e, recebido sob aplausos, abriu as discussões com uma palestra animadora sobre um futuro tangível e, ao mesmo tempo, impressionante.

Uma conversa abrangente

Para englobar toda a cadeia médica, o HealthCare 2020 contou ainda com a participação de cirurgiões, representantes de planos de saúde, grandes empregadores, redes de hospitais e empresas focadas em tecnologia. Outra questão tão importante quanto as inovações são os custos. Quem vai pagar pelo acesso a esses avanços?

“A resposta é simples: o acesso a essa tecnologia será financiado pela sua contribuição na redução drástica do nível de desperdício nos gastos da saúde, que hoje gira em torno de 30%  do total”, declara Fabricio Campolina, líder de HealthCare Transformation da Johnson & Johnson Medical Devices – área focada em acelerar a inovação por meio da transformação digital e adoção de um modelo de cuidado baseado em valor. “Combinar incentivos aos médicos, à indústria e aos hospitais para gerar resultado clínico ao paciente permitirá, além de saltos significativos em produtividade, por conta da transformação digital, a democratização do acesso ao bem-estar”, explicou. 

Durante três painéis de discussão que tiveram como temas centrais o Paciente, a Medicina e a Cirurgia, os convidados ressaltaram que o custo de um tratamento diminui drasticamente se forem usadas tecnologias para detectar doenças precocemente. Além disso, o uso de Big Data aumenta as chances de eficiência e resposta do paciente ao tratamento. Para isso, é importante disponibilizar o histórico do paciente em um único e eficiente banco de dados disponível a qualquer médico e instituição, ajudando o corpo clínico a tomar as melhores decisões nos mais diferentes casos.

O paciente do futuro também entrou em pauta. Com cada vez mais acesso a informações, ele deverá ser mais participante de seu próprio cuidado, tanto no que diz respeito à medicina preventiva quanto reivindicando ainda mais transparência na tomada de decisão de seu tratamento, até quebrando qualquer resistência da parte médica em relação às inovações que estão por vir. “Se o paciente exigir certo tipo de tecnologia, o médico vai entender que precisa se atualizar em relação às inovações, pois o paciente já vai chegar ao consultório com uma demanda muito clara, que não lhe permite mais continuar apostando em uma tecnologia ultrapassada”, afirmou Moll.

O futuro é digital

O encontro é o ponto alto da transformação digital da Johnson & Johnson Medical Devices, que começou, em 2015, por meio de uma parceria com o Google, com a criação da Verb Surgical, plataforma em desenvolvimento que permitirá trocas de conhecimentos entre profissionais durante cirurgias e outros procedimentos.

Sertac Guzel, diretor de marketing da Verb Surgical, contou que a plataforma foi projetada para uma variedade de especialidades, transformando a noção de um sistema convencional assistido por robótica em um sistema de gerenciamento de informações para os cirurgiões, que combinará robótica com instrumentação de precisão avançada, visualização aprimorada, conectividade e recursos de aprendizado da máquina. “O aprendizado e o avanço não acontecerão mais de forma isolada. Sistemas e cirurgiões serão capazes de aprender com outros médicos ao redor do mundo, levando a uma inteligência e capacidades coletivas crescentes para a melhoria contínua de habilidades, tomada de decisão e resultados.”  

Hoje, muitas dessas soluções ainda parecem utópicas. Mas o futuro está batendo à porta e, no fim das contas, o objetivo é um só: “Encontrar soluções para o melhor desfecho para o paciente e para todo o sistema de saúde. É nisso que acreditamos como companhia – está escrito em Nosso Credo – e seguimos trabalhando para isso”, concluiu Caldas. 

000(Reinaldo CanatoDivulgação)
001 Dr. Fred Moll(Reinaldo CanatoDivulgação)
002 Visão geral do evento durante palestra do Dr. Fred Moll(Reinaldo CanatoDivulgação)
003 Painel 1, com a participação de Dr. Fred Moll(Reinaldo CanatoDivulgação)
004 Adriano Caldas(Reinaldo CanatoDivulgação)
005 Fabricio Campolina(Reinaldo CanatoDivulgação)
006 Malu Weber, diretora de Comunicação da Johnson & Johnson Medical Devices na América Latina(Reinaldo CanatoDivulgação)
006 Painel 2, com a moderação de Fabricio Campolina(Reinaldo CanatoDivulgação)
007 Painel 3(Reinaldo CanatoDivulgação)
008 Sertac Guzel, diretor de Marketing da Verb Surgical(Reinaldo CanatoDivulgação)
009 Visão geral do evento durante painel 1(Reinaldo CanatoDivulgação)
  1. UOL: https://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/bbc/2019/02/05/expectativa-de-vida-por-que-as-mulheres-vivem-mais-do-que-os-homens.htm. Acesso em: 26 set 2019.
  2. INCA – Tipos de Câncer / Câncer de pulmão: https://www.inca.gov.br/tipos-de-cancer/cancer-de-pulmao. Acesso em: 26 set 2019. 

Confira os produtos da Etiquetaria Paulista!

Acesse:

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *